sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Centro Universitário Una
Curso Superior de Administração









A Importância da Contabilidade Gerencial na Gestão Empresarial









Carlos Henrique Estanislau Lopes Silva
Fabiano Fernandes da Silva
Felipe Pinheiro da Silva
Jaciely Alves de Oliveira
Linda Lee Aparecida da Silva
Maycon Felipe de Almeida dos Santos





Betim
2013
Carlos Henrique Estanislau Lopes Silva
Fabiano Fernandes da Silva
Felipe Pinheiro
Jaciely Alves de Oliveira
Linda Lee Aparecida da Silva
Maycon Felipe de Almeida dos Santos






A Importância da Contabilidade Gerencial na Gestão Empresarial








Trabalho apresentado ao professor (a)
Louis Vieira da disciplina
de Contabilidade Gerencial
Do curso de Administração







Betim
2013
Introdução
O trabalho vem explanar como a contabilidade gerencial foca a sua atenção com o que é necessário para auxiliar os administradores, ou seja, todo o pessoal que trabalha no interior da organização, com isso observa-se que no Brasil e no mundo nota-se a cada dia que se passa uma grande necessidade das empresas a se desenvolverem no mercado, com estas informações se observa que a contabilidade gerencial já está deixando de ser um campo restrito de conhecedores do sistema contábil, para uma modificação e transformação em um meio de comunicação e análise empresarial, no qual a vivência não pode ser excluída pelas pessoas que estão enredados no seguimento de avaliação de desempenho e na lucratividade dos negócios. Com tudo isso se observa a necessidade da especialização destes profissionais nas áreas econômicas e financeiras de uma organização, já que os mesmos geram informações para seus gestores.
Entretando vale ressaltar que a contabilidade financeira esta ligada ao exterior da organização, pois esta vinculada as necessidades dos agentes e acionistas envolvidos. Os documentos ministrados pela Contabilidade Financeira são indispensáveis para que os indivíduos possam analisar a sua atuação financeira passada. Uma organização partirá dos desempenhos e habilidades dos seres humanos e do material que é disponibilizado para alcançar uma situação favorável.










Contabilidade

Para que se possa compreender o que vem a ser contabilidade gerencial à necessidade de compreendermos primeiro o que é contabilidade. Para Ribeiro (2003, p.19) “a contabilidade é uma ciência que possibilita, por meio de suas técnicas, o controle permanente do patrimônio das empresas”. Então se pode dizer que a mesma se trata de um método que tanto no aspecto qualitativo como quantitativo registra todos os fatos e procedimentos ocorridos em uma empresa. Nesse sentido a contabilidade vem se modificando e se transformando em um meio de comunicação e análise empresarial.
O campo de aplicação da Contabilidade, segundo Professores da FEA/USP (2001, p.280), "é bastante amplo, abrangendo todas as entidades físicas ou jurídicas, com ou sem fins lucrativos, que exerçam atividade econômica visando atingir determinada finalidade".
Assim, existindo atividade econômica em uma organização, independente de qual tipo de entidade for esta, a Contabilidade estará presente.

Definição, Objetivo e Aplicação da Contabilidade Gerencial

Tendo o entendimento do que se trata a contabilidade ficará mais fácil em evidenciar o que se vem a ser contabilidade gerencial, ou seja, enquanto a contabilidade tem como objetivo registrar todos os aspectos qualitativos e quantitativos que acontece dentro de uma organização a contabilidade gerencial vem como uma espécie de ferramenta de comando, através do abastecimento de informações econômicas e financeiras para servir como um modelo decisório válido e eficaz para que o administrador ou dirigente possa usar para tomar certas decisões dentro de uma organização, pois a mesma esta voltada unicamente para a administração da organização.
Conceitualmente, Contabilidade Gerencial segundo a visão de Atkinson etal. (2000, p.36):
“É o processo de produzir informação operacional e financeira para funcionários e administradores, tal processo deve ser direcionado pelas necessidades informacionais dos indivíduos internos da empresa e deve orientar suas decisões operacionais e de investimentos.”
Já para a COSIF (Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional), Contabilidade Gerencial:
“É a parte da Contabilidade que se refere o fornecimento de informações e de subsídios para a tomada de decisões de caráter corrente e as de natureza estratégicas permitindo também efetuar avaliações de desempenho e fixação do preço de venda baseado no custo, no mercado e no concorrente [...].”
Na visão de Horngren, Sundem e Stratton (2004, p.4):
“Contabilidade Gerencial é o processo de identificar, mensurar, acumular, analisar, preparar, interpretar e comunicar informações que auxiliem os gestores a atingir objetivos organizacionais.”
Para Ricardino (2005, p.9):
“A contabilidade gerencial, num sentido mais profundo, está voltada única e exclusivamente para a administração da empresa, procurando suprir informações que se 'encaixem' de maneira variável e efetiva no modelo decisório do administrador.”
Observa-se que ao definirem a contabilidade gerencial os autores seguem uma mesma linha de raciocínio: do pressuposto que a contabilidade gerencial serve de ferramenta de tomada de decisão. Porém não se pode resumir tanto o campo de atuação desta vertente da Contabilidade.
De acordo com Neves e Viceconti (1998), a Contabilidade Gerencial não se atém apenas nas informações produzidas, desenvolvidas dentro da Contabilidade, mas também se ampara de outros campos do conhecimento não vinculados diretamente à área contábil, como exemplo a administração financeira, estatística, análise financeira, dentre outros.
Segundo Lopes e Martins (2005, p.95), concernentes ao enfoque acima citado, discorrem que:
“[...] podemos identificar duas atividades básicas que devem ser realizadas para que as corporações atinjam seus objetivos: coordenação e motivação. As várias atividades da firma precisam ser adequadamente coordenadas e os gestores e demais envolvidos precisam estar motivados para a realização de suas funções. Para a realização dessas funções, um elemento é primordial: informação. Para que as atividades sejam bem coordenadas, os gestores precisam receber informações sobre seu desenvolvimento. Para que esses mesmos gestores adequadamente motivados, é necessário que sistemas [...] sejam implementados como base para a remuneração. Assim, as firmas precisam de sistemas capazes de fornecer informações com a finalidade de coordenação e motivação dos agentes econômicos envolvidos em suas atividades. Daí surge a contabilidade gerencial.”
Conforme Iudícibus (1998, p.21):
“A Contabilidade Gerencial pode ser caracterizada, superficialmente, como um enfoque especial conferido as várias técnicas e procedimentos contábeis já conhecidos e tratados na Contabilidade Financeira, na Contabilidade de Custos, na Análise Financeira de Balanços etc. Colocados numa perspectiva [...] e classificação diferenciada, de maneira a auxiliar os gerentes das entidades em seu processo decisório.”
Os dois autores supracitados se observa que diferenciam dos demais autores, pois não lidam que a contabilidade é somente uma ferramenta para tomada de decisão, mas também de outras áreas da organização. Desta forma, a contabilidade gerencial pode-se até a vir a ser confundida com a área de conhecimento de Administração de Empresas.
Reforçando a ideia acima citada de Lopes e Martins (2005), para se ter uma influente contabilidade gerencial, necessita-se de um bom sistema de contabilidade gerencial, o qual, segundo Atkinson et al. (2000, p.36) é conceituado como:
“[...] sistemas de informação que relatam os custos de atividades,
processos, produtos, serviços e clientes da empresa, que são usados
para uma variedade de tomadas de decisão e de melhorias de atividades.”
Tais sistemas de informação, segundo Horngren, Datar e Foster (2004) deverão ser elaborados de acordo com os anseios dos administradores da empresa, sendo os mais comuns (a seguir comentados):
·         Foco no cliente;
·         Cadeia de valor e análise da cadeia de suprimentos;
·         Fatores críticos de sucesso;
·         Melhoria contínua e benchmarking.

 Foco No Cliente

Observa-se na figura acima que a importância de levar em consideração a certos dados que são extremamente cruciais para o desenvolvimento e destaque da organização no mercado como o foco no cliente, pois de acordo com Horngren, Datar e Foster (2004), foco no cliente refere-se a adicionar valor para o cliente, defendendo sempre a satisfação do cliente nas transações entre ambas as partes (fornecedor e cliente).
"O sistema de contabilidade gerencial também deve acompanhar se as
funções internas do negócio adicionam valor para os clientes"
(HORNGREN, DATAR e FOSTER, 2004, p.8).
Assim, a Contabilidade Gerencial deverá administrar como está a satisfação do cliente para com a empresa.

A Cadeia De Valor E Analise Da Cadeia De Suplemento

Outro meio a ser observado é a cadeia de valor e analise da cadeia de suplemento que segundo HORNGREN, DATAR e FOSTER, (2004, p.8).
 "Cadeia de valor refere-se à sequência de funções de um negócio em que são adicionadas utilidades aos produtos e serviços de uma empresa".
Conforme a figura 2 se observa que a contabilidade gerencial estará presente em todo o processo do produto em seus diferentes níveis. Onde estiver sendo adicionado valor ao produto, lá estará a Contabilidade Gerencial influenciando o processo.
Segundo Horngren, Datar e Foster (2004, p.9):
“cadeia de suprimentos descreve o fluxo de bens, serviços e informações das fontes iniciais de materiais e serviços até a entrega dos produtos aos consumidores, independente se essas atividades ocorreram na mesma organização ou em outras.”

A cadeia de suprimentos visa mapear qual o fluxo dos materiais e serviços para a produção de um determinado bem ou outro serviço.

Fatores Críticos De Sucesso

Os fatores críticos de sucesso são um ponto relevante a ser estudado para o desenvolvimento de um sistema de informações contábeis.
De acordo com Horngren, Datar e Foster (2004), os principais fatores críticos de sucesso de uma empresa são: custo e eficiência, qualidade, tempo e inovação.
Custo e eficiência: "as companhias enfrentam contínua pressão para reduzir o custo os produtos e serviços que vendem" (HORNGREN, DATAR e FOSTER, 2004, p.9).
Desta forma os empresários terão que criar mecanismos para reduzir os custos, não sofrendo impactos na eficiência do serviço prestado ao cliente, assim, entende-se que o primeiro custo a ser combatido é o custo do retrabalho.
Qualidade: "os clientes esperam altos níveis de qualidade [...] Os contadores gerenciais avaliam os custos e os benefícios de receita com as iniciativas de programas de qualidade total" (HORNGREN, DATAR e FOSTER, 2004, p.10).
Assim, entende-se que programas de qualidade total, sistemas de qualidade, certificados ISO 9001 são fundamentais neste processo de gerenciamento.
Tempo: “como o mercado é impetuoso, os empresários deverão adaptar-se seus processos produtivos para que se produza em ciclos mais curtos, assim disponibilizando produtos para o mercado “(HORNGREN, DATAR e FOSTER, 2004).
As empresas, segundo exposto, devem se adaptar para atender as demandas no prazo estipulado nos pedidos. Para isso, lançam do artifício de reduzir os ciclos produtivos, para conseguirem produzir com tempo um exemplo disso é o investimento alto na tecnologia nos processos produtivos, reduzindo a força braçal e investindo em máquinas e equipamentos para acelerar os métodos de produção.
Inovação: "um fluxo constante de produtos ou serviços inovadores é a base para o sucesso contínuo de uma empresa" (HORNGREN, DATAR e FOSTER, 2004, p.10).
Sendo assim, é de suma importância que as organizações sempre estejam inovando, buscando novos produtos ou ofertar serviços diferenciados, para não perderem mercado em relação a concorrentes.
De forma geral, Hornegren, Datar e Foster (2004, p.10), comentam que "o contador gerencial ajuda os administradores a avaliar as decisões de investimentos, alternativas, e as decisões de pesquisa e desenvolvimento, e, também, a acompanhar o desempenho dos fatores críticos de sucesso [...]".
O contador voltado para a área gerencial acompanhará o desempenho dos fatores críticos de sucesso aqui expostos.

Melhorias Contínuas E Benchmarking

A melhoria contínua esta ligada diretamente com o foco no cliente, pois para satisfazer o mesmo a organização terá que ter melhorado algum processo produtivo do produto ou serviço fornecido ao mesmo.
Segundo Hornegren, Datar e Foster (2004, p.10), "a melhoria contínua dos competidores cria uma incessante demanda por níveis mais elevados de desempenho para satisfazer o cliente". Desta forma, os empresários que não estiverem aptos a melhorarem continuamente seus processos, ficarão defasados em relação às expectativas do mercado.
Conforme Hornegren, Datar e Foster (2004, p.10):
“Os alvos de contínuas melhoras são frequentemente estabelecidos por meio de benchmarking, ou seja, a medição da qualidade de produtos, serviços e atividades da companhia, contra os melhores níveis de desempenho encontrados em empresas competitivas.”
Benchmarking mede e compara produtos ofertados pela organização com produtos e serviços já recém-lançados no mercado e com isso servido como base de comparação, resultado num resultado onde observará o que o produto ou serviço terá que melhorar para conquistar mais mercado.
Com o aumento da globalização e surgimento de grandes organizações se percebe um enorme interesse dos fornecedores, financiadores, capitalistas, entre outros, pelo conhecimento contábil e informação gerencial.
“A Contabilidade é o grande instrumento que auxilia a administração a tomar decisões. Na verdade, ela coleta todos os dados econômicos, mensurando-os monetariamente, registrando-os e sumarizando- os em forma de relatórios ou de comunicados, que contribuem sobremaneira para a tomada de decisões.”
Marion (2008, p23)
Observa-se o quão o importante da contabilidade gerencial dentro de uma organização, além do grande auxilio que a mesma traz para a tomada de uma decisão.
Portanto a contabilidade gerencial é um processo pelo qual visa mensurar, tolerar e avaliar as informações econômicas das organizações, fornecendo informações econômico-financeiras e sociais para seus usuários, ocasionando um auxilio e gestão da organização para melhor tomada de decisão gerencial.
“A Contabilidade Gerencial pode ser caracterizada, superficialmente, como um enfoque especial conferido as várias técnicas e procedimentos contábeis já conhecidos e tratados na Contabilidade Financeira, na Contabilidade de Custos, na Análise Financeira de Balanços etc.”
Iudícibus (1998, p.21).
Desse modo possibilita aos administradores uma importante contribuição para a elaboração de futuros planejamentos estratégias, controles, avaliações de desempenho da companhia, através de uma boa visão em relação à contabilidade gerencial aliada aos sistemas de informação.
 “todos os procedimentos contábeis e financeiros ligados a orçamento empresarial, a planejamento empresarial, a fornecimentos de informes contábeis e financeiros para decisão entre cursos de ação alternativos, recaem sem sombra de dúvida, no campo da contabilidade gerencial”.
Iudícibus (1998, p. 22)
Portanto o que se observa no cotidiano é que as organizações estão em constantes transformações e com isso a uma grande necessidade de informações oportunas sobre sua situação financeira para adequar as suas operações às novas situações.

Neste contexto a contabilidade gerencial é essencial para a gestão de uma organização, pois com o aumento desacelerado da globalização e das informações os concorrentes estão cada vez mais ágeis e preparados para as transformações do mercado e com isso à necessidade dos gestores e administradores usarem a contabilidade gerencial como uma ferramenta útil para montar os planejamentos organizacionais para uma tomada de decisão, pois o que se observa nos dias de hoje é que a informação é a chave do sucesso, já que informação é poder e quem obter mais informações e conhecimentos da organização e do mercado é quem saíra na frente.

Reflexos da não Utilização da Contabilidade Gerencial em Micro e Pequenas Empresas

Os motivos que tem levado novos empreendimentos ao fracasso podem ser divididos da seguinte maneira de acordo com Santos e Pereira (1995):

Quanto aos aspectos técnicos do empreendedor:
·         Falta de experiência empresarial anterior;
·         Falta de competência gerencial.
·         Na área mercadológica:
·         Desconhecimento do mercado;
·         Desconhecimento do produto ou serviço.

Na área técnico-operacional:
·         Falta de qualidade nos produtos e serviços;
·         Localização errada do imóvel ou do ponto;
·         Problemas na relação com os fornecedores;
·         Tecnologia de produção obsoleta e ultrapassada.

Na área Financeira:
·         Imobilização excessiva do capital em ativos fixos;
·         Política equivocada de créditos aos clientes;
·         Falta de controles de custos e de gestão financeira.

Na área jurídica/financeira:
·         Estrutura organizacional inadequada;
·         Falta de planejamento e informações gerenciais;
·         Ausência de inovações gerenciais.
Em 2007, o SEBRAE apurou a taxa de sobrevivência e de mortalidade das empresas constituídas em 2003, 2004 e 2005, ou seja, empresas que tiveram tempo de vida de dois a quatro anos, identificando os fatores que levaram as micro e pequenas empresas ao fracasso.
De acordo com a pesquisa do SEBRAE (2007), para os empresários das empresas extintas (68% deles), a principal razão para o fechamento da empresa está centrada no bloco de falhas gerenciais, destacando-se: ponto/local inadequado, falta de conhecimentos gerenciais, desconhecimento do mercado, causando informação inadequada dos preços dos produtos/serviços, informações de mercado e logística deficiente, caracterizando a falta de planejamento dos empresários.










Mais da metade dos empresários estão buscando auxilio e/ ou acessória para o gerenciamento de seu negócio, enquanto 45% não busca nenhuma ajuda, ou seja, os contadores estão sendo procurados por significativa destes empresários.


Ainda segundo a pesquisa, o fator crucial para as empresas é a dificuldade no acesso ao mercado, principalmente nos quesitos propaganda inadequada, formação de preços dos produtos/serviços, informações de mercado e logística deficiente, caracterizando a falta de planejamento dos empresários.
Para o diretor técnico do SEBRAE Luiz Carlos Barboza, na pesquisa realizada no primeiro semestre de 2007:
“os empresários mais bem qualificados, num ambiente econômico mais favorável passaram a cuidar melhor das empresas, enquanto os
percentuais de empresários dedicados aos seus negócios subiu expressivamente. Pode-se observar claramente que planejamento nas empresas passou a ser preocupação de 71% dos empresários em 2005 contra apenas 24% em 2000/2004, organização empresarial, 54% contra 17%, marketing e vendas, 47 contra 7%, analise financeira, 36% contra 7%; e, relações humanas, 38% contra somente 3% há poucos anos. “É uma mudança expressiva, para melhor, na qualidade empresarial”.


Plano Orçamentário

A contabilidade possui ferramentas gerenciais eficientes e eficazes para gestão e uma delas é o planejamento orçamentário que será o estuda neste trabalho, pois para uma organização se portar frente ao mercado a uma necessidade de que a mesma venha possuir um bom planejamento orçamentário, pois é através deste planejamento que surge os mecanismos pelo qual a organização se pautará no mercado, pois é o planejamento que decidirá os objetivos que a mesma deseja atingir e possibilitará o futuro controle e mensuração dos resultados obtidos.
Nakagawa (1995, p. 48) define planejamento como o ato de tomar decisões por antecipação à ocorrência de eventos reais, e isto envolve a escolha de uma entre várias alternativas de ações possíveis, que os gerentes podem formular no contexto de diversos cenários prováveis do futuro. Frezatti (2000, p. 18) reforça esta definição ao mencionar que... Decidir antecipadamente constitui-se em controlar o seu próprio futuro.
Para Garrison e Noreen (2001, p.262), orçamento empresarial é:
"orçamento é um plano detalhado da aquisição e do uso de recursos, financeiros ou de outra natureza, durante um período especificado. Representa um plano para o futuro, expresso em termos quantitativos".
O conceito de orçamento empresarial para Padoveze (2003, p.189):

“O orçamento pode e deve reunir diversos objetivos empresariais, na busca da expressão do plano e controle de resultados. Portanto, convém ressaltar que o plano orçamentário não é apenas prever o que vai acontecer e seu posterior controle. O ponto fundamental é o processo de estabelecer e coordenar objetivos para todas as áreas da empresa, de forma tal que todos trabalhem sinergicamente em busca dos planos de lucros.”
Para Padoveze (2003), um orçamento é composto por diversas metas pré-estabelecidas em termos de atividade de vendas, produção, distribuição, do consumo de recursos e financeira, e geralmente produz documentos como o fluxo de caixa, demonstração de resultados e balanço patrimonial previsto. É ferramenta muito útil no controle das operações por parte da administração da empresa, com o intuito de atingir os objetivos inicialmente definidos.
Os benefícios gerados através de um bom planejamento orçamentário são variáveis e satisfatórios para uma organização, como por exemplo, identificar possíveis gargalos e pontos críticos nos processos da organização e através destes resultados estabelecer planos para eliminar ou minimizar o efeito dos mesmos, auxilia a gerência no controle e ajustes nos processos sob sua responsabilidade, aplicando seu tempo de forma mais eficiente, entre outros.

Processo de elaboração

Em linhas gerais, o processo de elaboração consta de três grandes fases (PADOVEZE, 2003):
• Previsão
• Reprojeção
• Controle
A etapa de previsão será o processo de elaboração dos quadros orçamentários, ou seja, é neste processo que se colocará no papel tudo o que a empresa prevê que irá acontecer para o próximo exercício.
Esta etapa deverá ser elaborada em torno de seis meses antes do exercício a ser orçado, pois é quando verificam as condições econômicas, políticas de controle de preços, estimativas de inflação etc. É nesta etapa que se verifica os cenários econômicos imagináveis ou possíveis, considerando sempre dentro das probidades, ou seja, verificação do PIB, tamanho do mercado, participação da empresa frente ao mercado, entre outros.
Na etapa se trata que quando os orçados são submetidos aos setores responsáveis, ou seja, após respectivas críticas e retorno das peças orçamentarias, será feito as previsões iniciais, este processo deverá estar pronto um a dois meses antes do inicio do exercício.
 A ultima etapa trata-se de onde se verifica se os objetivos previstos foram atingidos, através da analise das variações, em que serão analisados o desempenho das áreas de responsabilidade e eventuais correções necessárias a serem feitas.
O orçamento, através da sua elaboração e controle, pode auxiliar os administradores a atingir as metas previamente estabelecidas, possibilitando a tomada de decisão, quando necessário para corrigir eventuais desvios.

 Considerações finais
Diante do que foi exposto, consta-se que a Contabilidade Gerencial é essencial para o desenvolvimento de uma organização, pois é através dela que se constata como a mesma esta se pautando frente ao mercado, já que ela é importantíssima para a estrutura econômica da organização e para seu desenvolvimento. Tendo como responsabilidade auxiliar os administradores em suas funções gerenciais mais complexas e nas tomadas de decisões, para se adaptarem com facilidade às constantes mudanças.
Constata-se que nos planejamentos futuros da organização a contabilidade gerencial entrará de forma a auxiliar o gestor a ter uma visão mais sistêmica do mercado, mostrando o tão importante de um empresário, administrador, acionista, entre outros, possuir conhecimentos da organização para podê-la administra-la de maneira eficiente e eficaz, para estar apto para competir num mercado que hoje esta altamente competitivo.
No que se diz respeito à pesquisa  feita pelo SEBRAE (2007) “Identificar os reflexos da não utilização da Contabilidade Gerencial pelas Micro e Pequenas Empresas”, averiguou-se á necessidade da contabilidade gerencial dentro das organizações, pois observou-se que grande parte das MPE’S (Micro e Pequenas Empresas)  analisadas nos anos de 2003, 2004 e 2005 faliram, por não buscarem informações necessárias para continuar atuando no mercado, ou seja, relacionadas com a gestão da empresa. Tal pesquisa apontou a falta da Contabilidade Gerencial que auxiliasse o micro e pequeno gestor a manter-se no mercado, pois muitas delas se extinguiram graças a falhas gerenciais que ocasionaram suas falências prematuras.
A contabilidade gerencial traz consigo certas ferramentas que são úteis para o desenvolvimento empresarial e uma delas é o planejamento orçamentário, pois é através desta ferramenta que a organização pode identificar pontos críticos em que serão necessários maiores cuidados, realizando ações diretas que possam minimizar problemas. Como também, saber o quanto deve captar de recursos para poder suprir as necessidades da organização. Os orçamentos, então, são criados para gerir a organização e/ou projetos específicos.
Desta forma pode-se concluir que a contabilidade gerencial é de grande utilidade nas organizações, pois é através dela que se obterão as informações necessárias para ter o conhecimento de como a organização atuará e se manter corretamente sobre o mercado.

Referências Bibliográficas
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COSIF ELETRÔNICO - Portal de contabilidade. Disponível em: <http://www.cosif.com.br>. Acesso em: 27 Set. 2013.

FREZATTI, Fábio. Orçamento Empresarial: Planejamento e Controle Gerencial. 2 Ed. São Paulo: Atlas, 2000. 180 p

GARRISON, Ray H.; NOREEN, Eric W. Contabilidade gerencial. 9.ed. Rio de Janeiro:LTC, 2001.

HORNGREEN, Charles T.; DATAR, Srikant M.; FOSTER, George. Contabilidade de
custos: uma nova abordagem. 11.ed. São Paulo: Pearson, 2004.

IUDÍCIBUS, Sérgio de. Contabilidade gerencial. São Paulo: Atlas, 1998.

LOPES, Alexsandro Broedel; MARTINS, Eliseu. Teoria da contabilidade: uma nova
abordagem. São Paulo: Atlas, 2005.

MARION, José Carlos. Contabilidade empresarial. 14° ed. São Paulo: Atlas, 2008.

NAKAGAWA, Masayuki. Introdução à Controladoria: Conceitos, Sistema, Implementação. 1 ed. São Paulo: Atlas, 1993. 104p.

NEVES, Silvério das; VICECONTI, Paulo Eduardo V. Contabilidade de custos: um
enfoque direto e objetivo. 5.ed. São Paulo: Frase, 1998.

RICARDINO, Álvaro. Contabilidade gerencial e societária: origens e desenvolvimento. São Paulo: Saraiva, 2005.

PADOVEZE, Clóvis Luís. Controladoria estratégica e operacional. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2003.

PROFESSORES DA FEA/USP. Exame de suficiência em contabilidade. São Paulo:
Atlas, 2001.

SEBRAE. Pesquisa dos fatores condicionantes e taxas de sobrevivência e mortalidade das micro e pequenas empresas no Brasil 2003-2005. Brasília, 2007.

Referências Consultadas

MINISTÉRIO DA FAZENDA. Portal da Receita Federal. Disponível em:
<http://www.receita.fazenda.gov.br/legislacao>. Acesso em: 26 fev. 2008

PORTAL CLASSE CONTÁBIL. Disponível em: <http://www.classecontabil.com.br>.
Acesso em: 10 set. 2008.

Resolução CFC nº 1121, de 28 de março de 2008.

REVISTA CONTABILIDADE & FINANÇAS, São Paulo, FIPECAFI, FEA-USP v.14,n.25,jan./abr. 2001.








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