Acessem como estudo complementar:
http://www.youtube.com/watch?v=FPj6oDuKuCI
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http://www.youtube.com/watch?v=vxxcIQ76Wn0
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Centro
Universitário Una
Curso
Superior de Administração
A
Importância da Contabilidade Gerencial na Gestão Empresarial
Carlos
Henrique Estanislau Lopes Silva
Fabiano
Fernandes da Silva
Felipe
Pinheiro da Silva
Jaciely
Alves de Oliveira
Linda
Lee Aparecida da Silva
Maycon
Felipe de Almeida dos Santos
Betim
2013
Carlos
Henrique Estanislau Lopes Silva
Fabiano
Fernandes da Silva
Felipe
Pinheiro
Jaciely
Alves de Oliveira
Linda
Lee Aparecida da Silva
Maycon
Felipe de Almeida dos Santos
A
Importância da Contabilidade Gerencial na Gestão Empresarial
Trabalho
apresentado ao professor (a)
Louis
Vieira da disciplina
de
Contabilidade Gerencial
Do
curso de Administração
Betim
2013
Introdução
O
trabalho vem explanar como a contabilidade gerencial foca a sua atenção com o
que é necessário para auxiliar os administradores, ou seja, todo o pessoal que
trabalha no interior da organização, com isso observa-se que no Brasil e no
mundo nota-se a cada dia que se passa uma grande necessidade das empresas a se
desenvolverem no mercado, com estas informações se observa que a contabilidade
gerencial já está deixando de ser um campo restrito de conhecedores do sistema
contábil, para uma modificação e transformação em um meio de comunicação e
análise empresarial, no qual a vivência não pode ser excluída pelas pessoas que
estão enredados no seguimento de avaliação de desempenho e na lucratividade dos
negócios. Com tudo isso se observa a necessidade da especialização destes
profissionais nas áreas econômicas e financeiras de uma organização, já que os
mesmos geram informações para seus gestores.
Entretando
vale ressaltar que a contabilidade financeira esta ligada ao exterior da organização,
pois esta vinculada as necessidades dos agentes e acionistas envolvidos. Os
documentos ministrados pela Contabilidade Financeira são indispensáveis para
que os indivíduos possam analisar a sua atuação financeira passada. Uma
organização partirá dos desempenhos e habilidades dos seres humanos e do
material que é disponibilizado para alcançar uma situação favorável.
Contabilidade
Para que se possa
compreender o que vem a ser contabilidade gerencial à necessidade de
compreendermos primeiro o que é contabilidade. Para Ribeiro (2003, p.19) “a
contabilidade é uma ciência que possibilita, por meio de suas técnicas, o
controle permanente do patrimônio das empresas”. Então se pode dizer que a
mesma se trata de um método que tanto no aspecto qualitativo como quantitativo
registra todos os fatos e procedimentos ocorridos em uma empresa. Nesse sentido
a contabilidade vem se modificando e se transformando em um meio de comunicação
e análise empresarial.
O campo de aplicação da
Contabilidade, segundo Professores da FEA/USP (2001, p.280), "é bastante
amplo, abrangendo todas as entidades físicas ou jurídicas, com ou sem fins
lucrativos, que exerçam atividade econômica visando atingir determinada
finalidade".
Assim, existindo
atividade econômica em uma organização, independente de qual tipo de entidade
for esta, a Contabilidade estará presente.
Definição,
Objetivo e Aplicação da Contabilidade Gerencial
Tendo o entendimento do
que se trata a contabilidade ficará mais fácil em evidenciar o que se vem a ser
contabilidade gerencial, ou seja, enquanto a contabilidade tem como objetivo
registrar todos os aspectos qualitativos e quantitativos que acontece dentro de
uma organização a contabilidade gerencial vem como uma espécie de ferramenta de
comando, através do abastecimento de informações econômicas e financeiras para
servir como um modelo decisório válido e eficaz para que o administrador ou
dirigente possa usar para tomar certas decisões dentro de uma organização, pois
a mesma esta voltada unicamente para a administração da organização.
Conceitualmente,
Contabilidade Gerencial segundo a visão de Atkinson etal. (2000, p.36):
“É
o processo de produzir informação operacional e financeira para funcionários e
administradores, tal processo deve ser direcionado pelas necessidades
informacionais dos indivíduos internos da empresa e deve orientar suas decisões
operacionais e de investimentos.”
Já para a COSIF (Plano
Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional), Contabilidade
Gerencial:
“É
a parte da Contabilidade que se refere o fornecimento de informações e de
subsídios para a tomada de decisões de caráter corrente e as de natureza
estratégicas permitindo também efetuar avaliações de desempenho e fixação do
preço de venda baseado no custo, no mercado e no concorrente [...].”
Na visão de Horngren,
Sundem e Stratton (2004, p.4):
“Contabilidade
Gerencial é o processo de identificar, mensurar, acumular, analisar, preparar,
interpretar e comunicar informações que auxiliem os gestores a atingir
objetivos organizacionais.”
Para Ricardino (2005,
p.9):
“A
contabilidade gerencial, num sentido mais profundo, está voltada única e exclusivamente
para a administração da empresa, procurando suprir informações que se
'encaixem' de maneira variável e efetiva no modelo decisório do administrador.”
Observa-se que ao
definirem a contabilidade gerencial os autores seguem uma mesma linha de raciocínio:
do pressuposto que a contabilidade gerencial serve de ferramenta de tomada de
decisão. Porém não se pode resumir tanto o campo de atuação desta vertente da
Contabilidade.
De acordo com Neves e
Viceconti (1998), a Contabilidade Gerencial não se atém apenas nas informações
produzidas, desenvolvidas dentro da Contabilidade, mas também se ampara de
outros campos do conhecimento não vinculados diretamente à área contábil, como
exemplo a administração financeira, estatística, análise financeira, dentre
outros.
Segundo Lopes e Martins (2005, p.95),
concernentes ao enfoque acima citado, discorrem que:
“[...]
podemos identificar duas atividades básicas que devem ser realizadas para que
as corporações atinjam seus objetivos: coordenação e motivação. As várias
atividades da firma precisam ser adequadamente coordenadas e os gestores e
demais envolvidos precisam estar motivados para a realização de suas funções.
Para a realização dessas funções, um elemento é primordial: informação. Para
que as atividades sejam bem coordenadas, os gestores precisam receber
informações sobre seu desenvolvimento. Para que esses mesmos gestores
adequadamente motivados, é necessário que sistemas [...] sejam implementados
como base para a remuneração. Assim, as firmas precisam de sistemas capazes de
fornecer informações com a finalidade de coordenação e motivação dos agentes
econômicos envolvidos em suas atividades. Daí surge a contabilidade gerencial.”
Conforme Iudícibus
(1998, p.21):
“A
Contabilidade Gerencial pode ser caracterizada, superficialmente, como um enfoque
especial conferido as várias técnicas e procedimentos contábeis já conhecidos e
tratados na Contabilidade Financeira, na Contabilidade de Custos, na Análise
Financeira de Balanços etc. Colocados numa perspectiva [...] e classificação
diferenciada, de maneira a auxiliar os gerentes das entidades em seu processo
decisório.”
Os dois autores
supracitados se observa que diferenciam dos demais autores, pois não lidam que
a contabilidade é somente uma ferramenta para tomada de decisão, mas também de
outras áreas da organização. Desta forma, a contabilidade gerencial pode-se até
a vir a ser confundida com a área de conhecimento de Administração de Empresas.
Reforçando a ideia
acima citada de Lopes e Martins (2005), para se ter uma influente contabilidade
gerencial, necessita-se de um bom sistema de contabilidade gerencial, o qual,
segundo Atkinson et al. (2000, p.36) é conceituado como:
“[...]
sistemas de informação que relatam os custos de atividades,
processos,
produtos, serviços e clientes da empresa, que são usados
para
uma variedade de tomadas de decisão e de melhorias de atividades.”
Tais sistemas de informação, segundo Horngren, Datar
e Foster (2004) deverão ser elaborados de acordo com os anseios dos
administradores da empresa, sendo os mais comuns (a seguir comentados):
·
Foco no cliente;
·
Cadeia de valor e análise da cadeia de
suprimentos;
·
Fatores críticos de sucesso;
·
Melhoria
contínua e benchmarking.
Foco No Cliente
Observa-se na figura
acima que a importância de levar em consideração a certos dados que são
extremamente cruciais para o desenvolvimento e destaque da organização no
mercado como o foco no cliente, pois de acordo com Horngren, Datar e Foster
(2004), foco no cliente refere-se a adicionar valor para o cliente, defendendo
sempre a satisfação do cliente nas transações entre ambas as partes (fornecedor
e cliente).
"O
sistema de contabilidade gerencial também deve acompanhar se as
funções
internas do negócio adicionam valor para os clientes"
(HORNGREN, DATAR e FOSTER, 2004, p.8).
Assim, a Contabilidade
Gerencial deverá administrar como está a satisfação do cliente para com a
empresa.
A
Cadeia De Valor E Analise Da Cadeia De Suplemento
Outro meio a ser
observado é a cadeia de valor e analise da cadeia de suplemento que segundo
HORNGREN, DATAR e FOSTER, (2004, p.8).
"Cadeia de valor refere-se à sequência de
funções de um negócio em que são adicionadas utilidades aos produtos e serviços
de uma empresa".
Conforme a figura 2 se
observa que a contabilidade gerencial estará presente em todo o processo do
produto em seus diferentes níveis. Onde estiver sendo adicionado valor ao
produto, lá estará a Contabilidade Gerencial influenciando o processo.
Segundo Horngren, Datar e Foster (2004,
p.9):
“cadeia
de suprimentos descreve o fluxo de bens, serviços e informações das fontes
iniciais de materiais e serviços até a entrega dos produtos aos consumidores,
independente se essas atividades ocorreram na mesma organização ou em outras.”
A
cadeia de suprimentos visa mapear qual o fluxo dos materiais e serviços para a
produção de um determinado bem ou outro serviço.
Fatores
Críticos De Sucesso
Os fatores críticos de sucesso são um
ponto relevante a ser estudado para o desenvolvimento de um sistema de informações
contábeis.
De acordo com Horngren,
Datar e Foster (2004), os principais fatores críticos de sucesso de uma empresa
são: custo e eficiência, qualidade, tempo e inovação.
Custo
e eficiência: "as companhias enfrentam contínua
pressão para reduzir o custo os produtos e serviços que vendem" (HORNGREN,
DATAR e FOSTER, 2004, p.9).
Desta forma os empresários terão que
criar mecanismos para reduzir os custos, não sofrendo impactos na eficiência do
serviço prestado ao cliente, assim, entende-se que o primeiro custo a ser
combatido é o custo do retrabalho.
Qualidade:
"os clientes esperam altos níveis de qualidade [...] Os contadores
gerenciais avaliam os custos e os benefícios de receita com as iniciativas de
programas de qualidade total" (HORNGREN, DATAR e FOSTER, 2004, p.10).
Assim, entende-se que programas de
qualidade total, sistemas de qualidade, certificados ISO 9001 são fundamentais
neste processo de gerenciamento.
Tempo:
“como o mercado é impetuoso, os empresários deverão adaptar-se seus processos
produtivos para que se produza em ciclos mais curtos, assim disponibilizando
produtos para o mercado “(HORNGREN, DATAR e FOSTER, 2004).
As empresas, segundo
exposto, devem se adaptar para atender as demandas no prazo estipulado nos
pedidos. Para isso, lançam do artifício de reduzir os ciclos produtivos, para
conseguirem produzir com tempo um exemplo disso é o investimento alto na
tecnologia nos processos produtivos, reduzindo a força braçal e investindo em
máquinas e equipamentos para acelerar os métodos de produção.
Inovação:
"um fluxo constante de produtos ou serviços inovadores é a base para o
sucesso contínuo de uma empresa" (HORNGREN, DATAR e FOSTER, 2004, p.10).
Sendo assim, é de suma importância que as
organizações sempre estejam inovando, buscando novos produtos ou ofertar
serviços diferenciados, para não perderem mercado em relação a concorrentes.
De forma geral,
Hornegren, Datar e Foster (2004, p.10), comentam que "o contador gerencial
ajuda os administradores a avaliar as decisões de investimentos, alternativas,
e as decisões de pesquisa e desenvolvimento, e, também, a acompanhar o
desempenho dos fatores críticos de sucesso [...]".
O contador voltado para
a área gerencial acompanhará o desempenho dos fatores críticos de sucesso aqui
expostos.
Melhorias
Contínuas E Benchmarking
A melhoria contínua
esta ligada diretamente com o foco no cliente, pois para satisfazer o mesmo a
organização terá que ter melhorado algum processo produtivo do produto ou
serviço fornecido ao mesmo.
Segundo Hornegren, Datar
e Foster (2004, p.10), "a melhoria contínua dos competidores cria uma
incessante demanda por níveis mais elevados de desempenho para satisfazer o
cliente". Desta forma, os empresários que não estiverem aptos a melhorarem
continuamente seus processos, ficarão defasados em relação às expectativas do
mercado.
Conforme Hornegren,
Datar e Foster (2004, p.10):
“Os
alvos de contínuas melhoras são frequentemente estabelecidos por meio de
benchmarking, ou seja, a medição da qualidade de produtos, serviços e atividades
da companhia, contra os melhores níveis de desempenho encontrados em empresas
competitivas.”
Benchmarking mede e compara produtos ofertados pela organização com
produtos e serviços já recém-lançados no mercado e com isso servido como base
de comparação, resultado num resultado onde observará o que o produto ou
serviço terá que melhorar para conquistar mais mercado.
Com o aumento da
globalização e surgimento de grandes organizações se percebe um enorme
interesse dos fornecedores, financiadores, capitalistas, entre outros, pelo
conhecimento contábil e informação gerencial.
“A
Contabilidade é o grande instrumento que auxilia a administração a tomar
decisões. Na verdade, ela coleta todos os dados econômicos, mensurando-os
monetariamente, registrando-os e sumarizando- os em forma de relatórios ou de
comunicados, que contribuem sobremaneira para a tomada de decisões.”
Marion (2008, p23)
Observa-se o quão o
importante da contabilidade gerencial dentro de uma organização, além do grande
auxilio que a mesma traz para a tomada de uma decisão.
Portanto a
contabilidade gerencial é um processo pelo qual visa mensurar, tolerar e
avaliar as informações econômicas das organizações, fornecendo informações
econômico-financeiras e sociais para seus usuários, ocasionando um auxilio e
gestão da organização para melhor tomada de decisão gerencial.
“A
Contabilidade Gerencial pode ser caracterizada, superficialmente, como um
enfoque especial conferido as várias técnicas e procedimentos contábeis já
conhecidos e tratados na Contabilidade Financeira, na Contabilidade de Custos,
na Análise Financeira de Balanços etc.”
Iudícibus (1998, p.21).
Desse modo possibilita
aos administradores uma importante contribuição para a elaboração de futuros
planejamentos estratégias, controles, avaliações de desempenho da companhia,
através de uma boa visão em relação à contabilidade gerencial aliada aos
sistemas de informação.
“todos os procedimentos contábeis e
financeiros ligados a orçamento empresarial, a planejamento empresarial, a
fornecimentos de informes contábeis e financeiros para decisão entre cursos de
ação alternativos, recaem sem sombra de dúvida, no campo da contabilidade
gerencial”.
Iudícibus (1998, p. 22)
Portanto o que se
observa no cotidiano é que as organizações estão em constantes transformações e
com isso a uma grande necessidade de informações oportunas sobre sua situação
financeira para adequar as suas operações às novas situações.
Neste contexto a
contabilidade gerencial é essencial para a gestão de uma organização, pois com
o aumento desacelerado da globalização e das informações os concorrentes estão
cada vez mais ágeis e preparados para as transformações do mercado e com isso à
necessidade dos gestores e administradores usarem a contabilidade gerencial
como uma ferramenta útil para montar os planejamentos organizacionais para uma
tomada de decisão, pois o que se observa nos dias de hoje é que a informação é
a chave do sucesso, já que informação é poder e quem obter mais informações e
conhecimentos da organização e do mercado é quem saíra na frente.
Reflexos da não Utilização da
Contabilidade Gerencial em Micro e Pequenas Empresas
Os motivos que tem
levado novos empreendimentos ao fracasso podem ser divididos da seguinte
maneira de acordo com Santos e Pereira (1995):
Quanto
aos aspectos técnicos do empreendedor:
·
Falta de experiência empresarial
anterior;
·
Falta de competência gerencial.
·
Na área mercadológica:
·
Desconhecimento do mercado;
·
Desconhecimento do produto ou serviço.
Na
área técnico-operacional:
·
Falta de qualidade nos produtos e
serviços;
·
Localização errada do imóvel ou do
ponto;
·
Problemas na relação com os
fornecedores;
·
Tecnologia de produção obsoleta e
ultrapassada.
Na
área Financeira:
·
Imobilização excessiva do capital em
ativos fixos;
·
Política equivocada de créditos aos
clientes;
·
Falta de controles de custos e de gestão
financeira.
Na
área jurídica/financeira:
·
Estrutura organizacional inadequada;
·
Falta de planejamento e informações
gerenciais;
·
Ausência de inovações gerenciais.
Em 2007, o SEBRAE
apurou a taxa de sobrevivência e de mortalidade das empresas constituídas em
2003, 2004 e 2005, ou seja, empresas que tiveram tempo de vida de dois a quatro
anos, identificando os fatores que levaram as micro e pequenas empresas ao
fracasso.
De acordo com a
pesquisa do SEBRAE (2007), para os empresários das empresas extintas (68%
deles), a principal razão para o fechamento da empresa está centrada no bloco
de falhas gerenciais, destacando-se: ponto/local inadequado, falta de
conhecimentos gerenciais, desconhecimento do mercado, causando informação
inadequada dos preços dos produtos/serviços, informações de mercado e logística
deficiente, caracterizando a falta de planejamento dos empresários.
Mais da metade dos
empresários estão buscando auxilio e/ ou acessória para o gerenciamento de seu
negócio, enquanto 45% não busca nenhuma ajuda, ou seja, os contadores estão
sendo procurados por significativa destes empresários.
Ainda segundo a
pesquisa, o fator crucial para as empresas é a dificuldade no acesso ao
mercado, principalmente nos quesitos propaganda inadequada, formação de preços
dos produtos/serviços, informações de mercado e logística deficiente,
caracterizando a falta de planejamento dos empresários.
Para o diretor técnico do
SEBRAE Luiz Carlos Barboza, na pesquisa realizada no primeiro semestre de 2007:
“os
empresários mais bem qualificados, num ambiente econômico mais favorável
passaram a cuidar melhor das empresas, enquanto os
percentuais
de empresários dedicados aos seus negócios subiu expressivamente. Pode-se
observar claramente que planejamento nas empresas passou a ser preocupação de
71% dos empresários em 2005 contra apenas 24% em 2000/2004, organização
empresarial, 54% contra 17%, marketing e vendas, 47 contra 7%, analise
financeira, 36% contra 7%; e, relações humanas, 38% contra somente 3% há poucos
anos. “É uma mudança expressiva, para melhor, na qualidade empresarial”.
Plano
Orçamentário
A contabilidade possui
ferramentas gerenciais eficientes e eficazes para gestão e uma delas é o
planejamento orçamentário que será o estuda neste trabalho, pois para uma
organização se portar frente ao mercado a uma necessidade de que a mesma venha
possuir um bom planejamento orçamentário, pois é através deste planejamento que
surge os mecanismos pelo qual a organização se pautará no mercado, pois é o
planejamento que decidirá os objetivos que a mesma deseja atingir e
possibilitará o futuro controle e mensuração dos resultados obtidos.
Nakagawa (1995, p. 48)
define planejamento como o ato de tomar decisões por antecipação à ocorrência
de eventos reais, e isto envolve a escolha de uma entre várias alternativas de
ações possíveis, que os gerentes podem formular no contexto de diversos
cenários prováveis do futuro. Frezatti (2000, p. 18) reforça esta definição ao
mencionar que... Decidir antecipadamente constitui-se em controlar o seu
próprio futuro.
Para Garrison e Noreen
(2001, p.262), orçamento empresarial é:
"orçamento
é um plano detalhado da aquisição e do uso de recursos, financeiros ou de outra
natureza, durante um período especificado. Representa um plano para o futuro,
expresso em termos quantitativos".
O conceito de orçamento
empresarial para Padoveze (2003, p.189):
“O
orçamento pode e deve reunir diversos objetivos empresariais, na busca da
expressão do plano e controle de resultados. Portanto, convém ressaltar que o
plano orçamentário não é apenas prever o que vai acontecer e seu posterior
controle. O ponto fundamental é o processo de estabelecer e coordenar objetivos
para todas as áreas da empresa, de forma tal que todos trabalhem sinergicamente
em busca dos planos de lucros.”
Para Padoveze (2003),
um orçamento é composto por diversas metas pré-estabelecidas em termos de
atividade de vendas, produção, distribuição, do consumo de recursos e
financeira, e geralmente produz documentos como o fluxo de caixa, demonstração
de resultados e balanço patrimonial previsto. É ferramenta muito útil no
controle das operações por parte da administração da empresa, com o intuito de atingir
os objetivos inicialmente definidos.
Os benefícios gerados
através de um bom planejamento orçamentário são variáveis e satisfatórios para
uma organização, como por exemplo, identificar possíveis gargalos e pontos
críticos nos processos da organização e através destes resultados estabelecer
planos para eliminar ou minimizar o efeito dos mesmos, auxilia a gerência no
controle e ajustes nos processos sob sua responsabilidade, aplicando seu tempo
de forma mais eficiente, entre outros.
Processo
de elaboração
Em linhas gerais, o
processo de elaboração consta de três grandes fases (PADOVEZE, 2003):
• Previsão
• Reprojeção
• Controle
A etapa de previsão
será o processo de elaboração dos quadros orçamentários, ou seja, é neste
processo que se colocará no papel tudo o que a empresa prevê que irá acontecer
para o próximo exercício.
Esta etapa deverá ser
elaborada em torno de seis meses antes do exercício a ser orçado, pois é quando
verificam as condições econômicas, políticas de controle de preços, estimativas
de inflação etc. É nesta etapa que se verifica os cenários econômicos
imagináveis ou possíveis, considerando sempre dentro das probidades, ou seja,
verificação do PIB, tamanho do mercado, participação da empresa frente ao
mercado, entre outros.
Na etapa se trata que
quando os orçados são submetidos aos setores responsáveis, ou seja, após
respectivas críticas e retorno das peças orçamentarias, será feito as previsões
iniciais, este processo deverá estar pronto um a dois meses antes do inicio do
exercício.
A ultima etapa trata-se de onde se verifica se
os objetivos previstos foram atingidos, através da analise das variações, em
que serão analisados o desempenho das áreas de responsabilidade e eventuais
correções necessárias a serem feitas.
O orçamento, através da
sua elaboração e controle, pode auxiliar os administradores a atingir as metas
previamente estabelecidas, possibilitando a tomada de decisão, quando
necessário para corrigir eventuais desvios.
Considerações
finais
Diante do que foi exposto, consta-se que a
Contabilidade Gerencial é essencial para o desenvolvimento de uma organização,
pois é através dela que se constata como a mesma esta se pautando frente ao mercado,
já que ela é importantíssima para a estrutura econômica da organização e para
seu desenvolvimento. Tendo como responsabilidade auxiliar os administradores em
suas funções gerenciais mais complexas e nas tomadas de decisões, para se
adaptarem com facilidade às constantes mudanças.
Constata-se que nos planejamentos futuros da
organização a contabilidade gerencial entrará de forma a auxiliar o gestor a
ter uma visão mais sistêmica do mercado, mostrando o tão importante de um
empresário, administrador, acionista, entre outros, possuir conhecimentos da
organização para podê-la administra-la de maneira eficiente e eficaz, para
estar apto para competir num mercado que hoje esta altamente competitivo.
No que se diz respeito à pesquisa feita pelo SEBRAE (2007) “Identificar os
reflexos da não utilização da Contabilidade Gerencial pelas Micro e Pequenas
Empresas”, averiguou-se á necessidade da contabilidade gerencial dentro das
organizações, pois observou-se que grande parte das MPE’S (Micro e Pequenas
Empresas) analisadas nos anos de 2003,
2004 e 2005 faliram, por não buscarem informações necessárias para continuar
atuando no mercado, ou seja, relacionadas com a gestão da empresa. Tal pesquisa
apontou a falta da Contabilidade Gerencial que auxiliasse o micro e pequeno
gestor a manter-se no mercado, pois muitas delas se extinguiram graças a falhas
gerenciais que ocasionaram suas falências prematuras.
A contabilidade gerencial traz consigo certas
ferramentas que são úteis para o desenvolvimento empresarial e uma delas é o
planejamento orçamentário, pois é através desta ferramenta que a organização
pode identificar pontos críticos em que serão necessários maiores cuidados,
realizando ações diretas que possam minimizar problemas. Como também, saber o
quanto deve captar de recursos para poder suprir as necessidades da
organização. Os orçamentos, então, são criados para gerir a organização e/ou
projetos específicos.
Desta forma pode-se
concluir que a contabilidade gerencial é de grande utilidade nas organizações,
pois é através dela que se obterão as informações necessárias para ter o
conhecimento de como a organização atuará e se manter corretamente sobre o
mercado.
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<http://www.receita.fazenda.gov.br/legislacao>.
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PORTAL CLASSE CONTÁBIL.
Disponível em: <http://www.classecontabil.com.br>.
Acesso em: 10 set. 2008.
Resolução CFC nº 1121, de 28 de
março de 2008.
REVISTA CONTABILIDADE &
FINANÇAS, São Paulo, FIPECAFI, FEA-USP v.14,n.25,jan./abr. 2001.
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